quarta-feira, 10 de julho de 2013

Biografias


Biografias


Espelho, espelho meu existe alguém com mais contatos do que eu?

    O problema das biografias antigas é que não é possível validar suas letras, afinal o assunto já morreu. E quanto às novas faltam ideias e sobra assunto, todo mundo tem uma, o Justin Biber possui uma biografia, sinal dos tempos, documento que serve apenas para os fãs mais perigosos e atesta o mal do século, o culto da personalidade. Parece que a mediocridade é o marco onde a humanidade se pode fundar, pois a vida verdadeira é cada vez mais rara. O contato humano é sistematizado por redes sociais. Estruturando nossas escolhas de amigos para que os mesmos não nos decepcionem, como se acaso, a ideia de amigo seria igual a um produto eletrônico. Lapidando nossas personalidades pela norma, para que todos nós nos pareçamos o mais normal possível, zero de diversidade, ou chamamos ela agora de:
Eu Gosto!
 Eu Como!
 Torço pra tal time.

      Como alguns pensadores refletiram: no corpo esta a salvação e não a maldição que o marginalizava. Mais o que vemos é como espelhos, a imagem invertida. Dietas em todas as revistas e bumbuns estampados com “malhe o seu” para ter um perfeito sucesso ou braços e abdomens rígidos (como a mente dessas pessoas), esqueça a mente é no corpo a satisfação. O êxtase é simplesmente comprar um carro importado ou comer uma modelo televisionada. Mais o sucesso é necessariamente jovem, precisa ser. Como nas redes sociais a pseudopersonalidade é bem vista, um alvo a se buscar, uma meta a alcançar. Não o super-homem mais quem sabe o supercorpo. Para os espíritos de pouca visão recomendo uma biografia autorizada de uma estrela pop quaisquer.


Thiago Mendes