terça-feira, 30 de julho de 2013

Beat III


                                            III


Eu sou seu amigo que não serve para casar, nem namorar, muito menos enrabar;
Eu sou aquele que chorou quando criança por causa da velha surda gramática;
Eu furei amigos com lápis coloridos, para roubar-lhes suas merendas mais caras;
Eu arremesso bombinhas nos fudidos que vejo pela janela do carro do meu antigo herói ou seria Doug, e depois vamos filmar nossas festas caretas e fingir que estamos felizes por mais uma dose de qualquer veneno barato;
Eu vejo crianças andando sozinhas pelas praças de merda e penso se o estado alguma vez serviu pra alguma coisa a não ser roubar dinheiro das mães que acabam largando suas crianças nas praças de merda;
Eu tenho vários amigos, tenho vários eus, tive varias namoradas e vários poemas e nunca consigo ganhar teu respeito, assim você pensa, pois bem a verdade é: que tenho poucos amigos, nunca tive um cu dado, e considero namorada apenas uma e uns contos e poemas pessoais que editores dirão não se tratar de dinheiro ou salvação, como se dinheiro fosse importante para um quase defunto ambulante ou tivesse mérito pra falar da salvação de alguém;
Eu vendia salgados para a massa que descia gritando framengo, esperando para encher suas barrigas com qualquer promoção um real;
Eu lavava seus carros tipo luxo, top importado cheio de cigarros holandeses e esperava uns trocados a mais e recebia uns obrigados a menos;
Eu me olho no espelho, vejo meu pouco cabelo descer do topo de minha cabeça e migrar feito diáspora para a tosca barriga deformada de tantas cervas hardcores;
Eu sonho, meu sonho americano de vida é ver o Martin Sheen na presidência;
Eu tenho todo tempo do mundo desperdiçado com poesia, cerva, um bate papo com alguma mulher e depois estou na facul e o silêncio demonstra toda falta de respeito por um bando de idiotas ou um rebanho/defensores que dirão se tratar de um erro chamar alguém de idiota, como se pudessem dizer que da minha boca só desfiro erros, dane-se seus ouvidos reacionários, retrógrados, repetitivos, enfim realmente chatos!
Eu chamo e chamarei de chatos todos vocês nem me importa suas reivindicações ou protesto, protesto é isso que quero ver, protesto contra a fome, racismo, qualquer ismo sinônimo de preconceito, qualquer pré-conceito, isso vamos, protestem!!
Eu saio para um novo bar com novos amigos e percebo que tudo continua a mesma porra de sempre, talvez a cerva tenha ficado mais cara porem as bocas continuam inúmeras pedindo comida de frente ao nosso bar e as formigas trabalham tentando levar qualquer pedaço de bacon para o lar e as putas trabalham para levar qualquer piru para sua quente e profunda casa.Estava enganado; as coisas pioraram muito;

Eu saio com Gonzola para uma vila qualquer para beber uma merda quente e uma vadia que preste num quente quarto de motel o qual mais parece um banheiro, aquela fossa, enquanto a piranha chupa a camisinha quase vazia, pois meu pau não trabalha desse jeito. Com relógio atrás de meus ombros dizendo cinco dez quinze vinte minutos. Baby se quiser bato uma punheta para você e Gonzola sai feliz, pois ate o cu dela ele comeu, na verdade um tremendo hole nas suas palavras que me fazem rir diante do meu fracasso sexual e voltamos para casa. Dormir um pouco e trabalhar quem sabe um dia;


Plaz Mendes