sábado, 25 de janeiro de 2014

Diário de bordô do Plaz #2014





23/01/14


Reparei esses dias que to cheio de isqueiros escondidos pela casa, e que graças a deus nenhum deles eu roubei.
Não que eu seja um cleptomaníaco como uns heróis por aí, mas meus amigos sempre me condenaram por roubar seus isqueiros.
Que mania louca de esquecer, né? É acender mais um cigarro e puf! Mais um isqueiro pra coleção.
Esses isqueiros espalhados pelos quartos. Comprei-os todos. A razão?
Não sei...
O que fazer com eles?
Bem... Acender mais um. Poderia usar a cada dia um novo fluido, porém não vou fazer essa desgraça. Por que não me lembraria dessas merdas mesmo.
Isqueiros são para nós como os lenços são para os antigos.
Em vez de cuspir, acendo.

Descobri também a custo de algumas noites solitárias com a caneca do lado, que gosto de gente que bebe.
Simples.
Tenho medo daqueles que sentam numa mesa de bar e não consomem nada alcoólico.
Como saber se eles são demônios do lazer ou anjos safados?
Capazes de quebrar a banca em cassinos imaginários ou vesanos ardentes de desejo pela grana?
Ok, eles não necessitam de um isqueiro no bolso.
Mas pelo menos... Tem gente que anda com eles e não fuma.
Acho foda!
É um item muito importante para qualquer mochileiro das galáxias que se preze;
Caro Hero, me lembrou do alho.

E não se esqueçam de suas toalhas.


Vogelfrei


Grato à Mandy e aos amigos Jess & Hero.


MudraSavra