quinta-feira, 14 de março de 2013










     Quando olhamos para o céu sentimos que algo pode estar errado, de alguma forma existe algo lá fora.

As estrelas são mais interessantes de noite do que nas televisões.

Sentimos que nascemos numa época errada ou em corpo diferente. Somos rebeldes pela descrença básica do mundo.

Ele não pode ser assim!

Lemos livros de xamãs, monges budistas e deuses astronautas e nos interessamos por cabala, magia e meditação. Curvar-nos para o sagrado que aqui se apresenta parece tolo, acreditamos no sagrado, mas a busca faz parte da vida.

Nascemos num mundo absurdo em cada ato percebido e estranhamente as pessoas ao redor não percebem isso.

Será que somos loucos?

Muitos se internam.
Outros se desfazem.

Alguns continuam sua batalha contra um senso comum recheado de insensatez.

Olhos estranhos nos espreitam nos acusando de bruxaria, anarquismo e perversão.

Caminhamos contra a corrente e vemos em sonhos que todos caminham para um mesmo fim, porem de alguma forma somos livres.

Queremos o caminho perigoso, bobo e indecente.

A nossa causa tem inúmeros nomes e incríveis possibilidades.

A imaginação e fé e a força de vontade nossa espada. Morte como conselheira e o caos um amigo.

Viajamos pelos sonhos, surfamos na onda chapada e aterrissamos na música.

Deixamos a critica para os fracos e nos juntamos para produzir arte.

A arte da vida.

Sabemos que tudo começa com o salto.

Se soltar.
Retirar o véu que nos cobre.
Desapego.
Silêncio.
Desligamos as TVs e nos ligamos nos meios.

Temos muitas faces.
E buscamos evitar os fakes.

A iluminação é muito mais do que um simples nome num texto. E nem é um único caminho.

A trilha tem muitos espinhos e desvios.

Deixamos os rótulos para os outros.

Somos negros, gays, lésbicas, bruxos, macumbeiros...

... Não existe coincidência.
Eis nossa ciência.


Thiago Mendes