sábado, 30 de novembro de 2013

XLI






Quando guri; fiquei no canto escuro
Brinquei com passatempos ilusórios
Recheei a carteira do trabalho de suor
Verti sangue dos inimigos
Expulsei os amigos
Recolhi os trapos
Limpei as chaminés em noites perdidas
Em procuras desculpas
Despistando a faca
À bala
Imagem que fica gravada
Engravatou o menino
Voou durante a briga
Ruminou suas ruínas
Escolheu o luar
Para afagar sua ida
Fantasma
Fantasiado dos expulsos medos familiares
Agora reina na rotina
Dos seus
Dos meus
Pesadelos
Anjo desencarnado desejoso do pegajoso
Vicio
Vitima
Tardia
Menina mãe rainha minha
Queria
Foi sei
Fudeu me
No crepuscular músculo da cabeça
Pensa
Preso
Desejo
A morte
Rinha de cachorros espumando
A vingança não estará no jornal
Mas no fato fatal
Peito não se mexe feito peixe
Asfixiado
No fixo lago do mix
De exorcizar e escravizar
A alma humana
Humanos

Ate quando...



Plaz Mendes

MudraSavra