sexta-feira, 1 de maio de 2015

1 de maio




1 de maio é dia da mentira
De que o trabalho dignifica.
Salários.
Insalubres. 
Políticos. 
Podres.
Cortes nas rendas. 
Fendas que estreitam. 
Reajustes. 
Ajuste seu relógio 
O cuco louco anuncia
É dia de morrer 
Mestres vertendo sangue em nome da educação.
Trabalhadores perdendo seus corações.
O cuco louco anuncia
É dia de morrer.
1 de maio é dia da mentira
De que o trabalho dignifica.


Jogue na loteria...



Texto : Thiago Mendes

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vogelfrei.





Lá do alto de uma aranha-céu

_ Sabe quem é aquele que esta no alto do prédio?
_ É o louco poeta Vogelfrei.
_  É sobre o que ele fala com aquele megafone?
_ Não sei, pois não o escuto!
_ Nem eu!



Vogelfrei o poeta que fala apenas para os mortos, pois os vivos que de vivos já nada tem não o podem escutar mais.

“A medida de um homem é sua imaginação, pois ela é o filtro de sua ação”.


Homens fragmentados como espelhos quebrados.
Pedaços em cada passo e ato.
Pontes para o abismo.
E não ligações com o mistério.
Assombroso riso.
Do escuro de nossos reflexos.

Meros cacos de uma frágil imagem.


Vogelfrei

ImagensMorgueFree

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Gonzalo Martinez # 3



Aqui: Primeira parte de Gonzalo Martinez


Aqui : Segunda Parte de Gonzalo Martinez








         

Ao acordar com uma enxaqueca braba a primeira coisa que fiz , além de me entupir de remédios foi tentar recordar o papo do dia seguinte. Sentei no notebook e comecei a redigir um pouco daquilo que lembrara e para assombro meu era exatamente isso:

Gonzalo Martinez lutou contra o governo, contra os estrangeiros, contra uma doença incurável e todos acreditavam que esse homem não podia morrer.

Liguei para um contato que fizera e após alguns papos consegui marcar um encontro com essa figura num bar próximo ao hotel. Não podia perder essa oportunidade.




Aviso : Os personagens e a história em si são uma obra de ficção e quaisquer coincidências são mero acaso. A realidade continua sendo bem mais crua.


Autor : Thiago "Plaz" Mendes

Imagem : Free Morgue

terça-feira, 10 de março de 2015

Penso que o senso nos censura...






Não acenda velas para o seu senso comum.

Não sejamos presas de pré-conceitos.

Quem é o senso comum para dizer o que é a beleza?

Quem é o senso  comum para dizer que é a liberdade?

Onde está esse pensamento nas coisas simples da vida.

Nas rotinas.

No ônibus caro.

Sem ar condicionado,

No motorista + cobrador.

Senso comum?

Se desfaça dessas meias verdades.

Meios de controle.

Se desfaça dessas merdas.

Rotulando.

Impregnando.

Jogue-o fora.

Quebre-o.

Ele não representa sua vida.





Autor: Thiago Mendes

Imagem: Free Morgue

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Segunda#Feira



 


Vai dormir sem ventilador
Acordar sem água.
Condição: enlatada.
Condução sem ar condicionado.
Calor desgraçado.
Chuvas: desgraças!
Vai trabalhar sem graça.
Suor, sangue e lágrimas.


A cor da grana é vermelha.
O estresse é necessário.
O relógio é utilitário.
O sucesso é almejado.
Suor, sangue e lágrimas.


Chega em casa: cansado!
Reclama da vida e do trabalho.
Os filhos choram.
a esposa chora.
os bichos chiam.
Na televisão um monte de reclamão.
Reclama do país.
Reclama do mundo;
Reclama do reclamar;
Declaram guerra a outras forma de amar.
A dor irradia.
Suor, sangue e lágrimas.
Amanhã, por favor.
Amanhã, se deus quiser;
Se o coração aguentar;
Se o pulmão não estourar;
Será terça-feira;
Suor, sangue e lágrimas!




Thiago "WorkArte" Mendes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Gonzalo Martinez #2



Aqui: Primeira parte de Gonzalo Martinez 







Minha pequena jornada de férias me fez parar numa pequena vila de uma cidade X cortada por montanhas e um clima seco. Parei num boteco e pedi uma cerveja, estupidamente horrível. Perguntei ao barman qual bebida eles serviam por aqui, a resposta foi no shot: tequilas!

Comecei amistosamente alguns papos com moradores locais e o assunto se resumia entre a seleção nacional – que ia mal das pernas – e sobre um justiceiro. O time de futebol nada posso acrescentar, pois desconheço esse esporte, contudo esse paladino da vila encantou-me desde o início. O povo contou diversas histórias dele, todas inverossímeis. Elas sempre acabavam revelando que esse homem não morria. Ri entre goles de tequila, e no fundo da minha caixola uma imagem cinematográfica rolava. Um novo filme, e até uma trilha sonora. Fui para o hotel bêbado cantando a música dos Mutantes.






Continua ...


Aviso: Os personagens e a história em si são uma obra de ficção e qualquer coincidência é mero acaso. A realidade continua sendo bem mais crua.

Autor: Thiago Mendes

Imagem: Morgue File

Vídeo: Youtube


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arte Bruta






Dívidas que geram dúvidas que geram dívidas
Num ciclo impagável.
Ore, reze, compre...

Ligue a televisão
Despugle seu coração.
Ore, reze, compre...

Não ter é não ser
Ser é possuir
Possuir é viver
Ore, reze, compre...

Dilúvios que geram lixo que geram dilúvios
Num ciclo impecável
Ore, reze, compre...

Desgraçados que geram desgraças que geram desgraças
Num circo cheio de lágrimas.
Ore, reze, compre...




Autor: Thiago Mendes